| Matéria originalmente publicada no Teletime | O mercado móvel brasileiro registrou um acréscimo de 7 milhões de acessos em 2024. Com isso, o País fechou o ano com 263,4 milhões de linhas em funcionamento, indicam dados da Anatel. Do crescimento no ano passado, somente 2,7 milhões vieram de telefones tradicionais (+1,3%).
Já 4,2 milhões de novas ativações de chips vieram do mercado de Internet das Coisas (IoT), que cresceu 9,9% e foi responsável por puxar a alta do mercado como um todo.
Esses chips de IoT estão em dispositivos do tipo machine to machine (M2M) e terminais de ponto de serviço (chamados de PoS, usados em máquinas de cartão, por exemplo). Com essa adição, o Brasil fechou o ano de 2024 com 47,3 milhões de acessos no mercado de Internet das Coisas – contra 43 milhões em 2023.
Celular tradicional
Os números referentes apenas às linhas tradicionais de celular (chamadas de “padrão” pela Anatel) também cresceram. O Brasil encerrou o ano de 2024 com 216 milhões de acessos humanos ativos – considerando tanto o pré-pago como pós-pago. Isso significa um salto de 2,7 milhões de chips ativados (ou +1,3%)
O crescimento pode não impressionar, mas representa uma recuperação do setor. Isso porque, durante todo o ano de 2023, o acréscimo foi de apenas 330 mil novas linhas de celulares (+0,2%).
Já em 2024, a Vivo foi a empresa que mais adicionou clientes padrão de celular: foram 1,7 milhão de novos acessos, bem acima dos 180 mil da Claro. Já a TIM teve retração de 118 mil linhas tradicionais.
Entre as empresas desafiantes, destaque para a Surf, que avançou 547 mil acessos no modelo de MVNO; para a Brisanet, que saiu do zero para 337 mil assinantes a partir de rede própria; e para a Unifique, que ganhou 92 mil novos clientes, apostando no 5G.
Pós-pago
Considerada o ativo mais valioso para as operadoras, a modalidade pós-paga de celulares foi o grande destaque do ano.
O Brasil ganhou 8 milhões de acessos desse tipo em 2024 – salto de 7,6%. Com isso, o País encerrou o último mês de dezembro com 113,8 milhões de assinaturas de celular no pós, excluindo os acessos de M2M e Internet das Coisas. A Vivo foi a que mais cresceu em termos absolutos e a TIM, em termos proporcionais.
Os balanços da Anatel têm mostrado há algum tempo que os brasileiros estão migrando cada vez mais de planos pré-pagos para alternativas no pós. Em 2024, o número de celulares no pré-pago diminuiu, com a desativação de 5,2 milhões de linhas – totalizando 102,1 milhões de chips ativos no País (-4,9%).
5G avança
O Brasil quase dobrou o número de conexões 5G em 2024. Foram 19,4 milhões de novos acessos celulares na nova tecnologia – totalizando 39,9 milhões assinantes na quinta geração móvel no ano.
Com alta de 111% em um ano, a Vivo foi a operadora com o maior acréscimo na rede de quinta geração móvel. Atualmente, ela lidera em número de assinantes conectados ao 5G. Em 2023, esse posto era ocupado pela Claro.
Vale lembrar ainda que o Brasil dobrou o número de homologações de smartphones 5G em 2024. A maior disponibilidade de dispositivos móveis compatíveis com essa tecnologia e o avanço no número de estações rádio base (ERBs) ajudam a explicar o salto no número de acessos.
Internet das Coisas
Em 2024, a Vivo manteve a liderança do mercado de IoT. A companhia fechou o ano com a maior adição bruta de acessos desse tipo: 1,5 milhão, totalizando 17,4 milhões de acessos.
Já a Claro teve a menor adição percentual em relação às principais operadoras desse segmento: 0,09%. Apesar disso, ela ainda tem a segunda maior base de conexões IoT do Brasil: 14,9 milhões.
Já a TIM aparece com 5,9 milhões de acessos IoT, após crescimento relevante de 18% no ano passado. Outros grupos como Surf, Datora e NLT também se destacaram no período.
(Colaborou Henrique Julião)