A Claro lançou nesta semana a API de Know Your Customer (KYC) do Open Gateway, se juntando à TIM e à Vivo, que já a comercializavam. Com isso, o Brasil se torna um dos primeiros mercados do mundo a contar com quatro APIs do projeto disponibilizadas pelas principais operadoras do país, tal como Alemanha e Espanha, informa a GSMA.
A API de KYC permite que empresas verifiquem informações cadastrais fornecidas por consumidores. É possível verificar se os seguintes dados estão vinculados a um determinado número telefônico, com base nos cadastros mantidos pelas operadoras: nome, CPF, endereço, data de nascimento e email.
Cabe ressaltar que as operadoras não fornecem esses dados: quem envia as informações é a empresa que chama a API, e esta apenas confirma se estão corretas ou não. O caso de uso com maior potencial é por parte de bancos, fintechs e sites de e-commerce para validação dos dados de novos clientes durante o processo de onboarding. A ideia é que funcione como uma base complementar de validação a ser combinada com outras disponíveis no mercado.
“É uma API de checagem para ser usada para fins de antifraude, conforme a LGPD”, reforça Ageu Dantas, head de data analytics e mensageria da Claro, em conversa com Mobile Time.
API de KYC: preço, modelo de negócios e mercado potencial
O preço por chamada da API de KYC, no caso da Claro, varia entre R$ 0,12 e R$ 0,25, dependendo do volume contratado. A cada chamada, a empresa contratante pode encaminhar todos os dados citados para verificação (número telefônico, nome, CPF, endereço, email e data de nascimento). O preço citado é único por chamada de API, independentemente de quantos campos de dados forem preenchidos.
Tal como acontece com as outras APIs do Open Gateway, é esperado que integradores se conectem às três grandes operadoras e comercializem o serviço.
Vale lembrar que antes do Open Gateway as operadoras já disponibilizavam APIs de KYC, só que não eram padronizadas. Outra diferença é que as APIs antigas não confirmavam tantas informações: em geral, era verificado apenas o CPF.
Muitas empresas já utilizam as APIs antigas e a tendência é de que sejam estimuladas a migrar para a versão padronizada porque o preço é similar e mais dados podem ser verificados, aponta Dantas. Na Claro, por exemplo, o volume atual de chamadas para a antiga API de verificação de CPF gira em torno de 1 milhão por mês. Assim, é possível estimar que o mercado brasileiro inteiro consuma em torno de 3 milhões de validações desse tipo através de operadoras móveis mensalmente.
Outras APIs e outros países
As outras três APIs do Open Gateway disponibilizadas pelas operadoras brasileiras são as de SIM Swap, verificação de número (para autenticação silenciosa) e confirmação de localização.
Na Espanha e na Alemanha, as quatro APIs do Open Gateway comercializadas pelas principais operadoras são: SIM Swap, verificação de número, device status e confirmação de localização.
MobiXD
Um balanço do uso deo Open Gateway e do RCS por grandes empresas no Brasil será tema de painel no 4º MobiXD, evento organizado por Mobile Time sobre novas frentes de negócios das operadoras móveis. O referido painel já conta com a participação confirmada do superintendente de TI do Itaú, Augusto Nellessen. O MobiXD acontecerá dia 20 de maio, no WTC, em São Paulo. A agenda atualizada e mais informações estão disponíveis no site do evento: www.mobixd.com.br .
A ilustração no alto foi produzida por Mobile Time com IA