No próximo sábado expira o prazo dado ao TikTok (Android, iOS) pelo governo dos Estados Unidos para mudar de controlador. Para não ser banido do país, o TikTok precisa ser adquirido por uma empresa norte-americana ou sediada em país amigo do governo de Donald Trump. No entanto, de acordo com o jornal The New York Times, a Amazon teria feito uma proposta de última hora para o app da ByteDance.
Pessoas envolvidas nas negociações ouvidas pelo noticiário estadunidense não parecem estar levando a oferta da Amazon a sério. A proposta foi feita por meio de uma carta endereçada ao vice-presidente JD Vance e a Howard Lutnick, secretário de Comércio, segundo uma pessoa informada sobre o assunto.
A Amazon se recusou a comentar para o NYTimes e o TikTok não respondeu imediatamente a um pedido de comentário do jornal.
O presidente dos EUA, Donald Trump, deve se reunir com sua equipe para discutir o futuro do TikTok ainda nesta quarta-feira, 2. Entre as possibilidades aventadas está a entrada de investidores americanos – como a Oracle e a empresa de private equity Blackstone como acionistas do app. No entanto, não se sabe se esta solução atenderia às demandas da lei federal.
Tentativas de compra e boatos
O TikTok já foi alvo de empresas interessadas em adquiri-lo. Em 2020, por exemplo, quando a rede social chinesa foi pressionada pela primeira vez a ser vendida a investidores norte-americanos, a Microsoft e o Walmart fizeram uma oferta.
O app também esteve na mira do bilionário Frank McCourt e de Jesse TInsley, fundador da Employer.com, empresa de processamentos de pagamentos.
Relembre o caso do TikTok nos EUA
Em 2020, o então presidente Donald Trump, iniciou o processo de banimento do TikTok nos Estados Unidos, com a tentativa de impedir que pessoas baixassem o app nas lojas e forçar a ByteDance a vender a rede social para investidores norte-americanos.
Houve especulações de que a Microsoft compraria a rede social de vídeos curtos. Depois, Oracle e Walmart entraram na jogada, inclusive com a contrapartida sugerida por Trump de que o tesouro norte-americano ficaria com uma porcentagem da venda.
Já no fim da administração de Joe Biden, em abril do ano passado, o então presidente sancionou a lei que forçaria a ByteDance a encontrar em um ano – a contar da sanção presidencial – um comprador para a rede social que fosse de confiança para o governo estadunidense.
À época, o chefe de políticas públicas do TikTok para as Américas, Michael Beckerman, afirmou que a empresa iria lutar contra a lei nos tribunais alegando ser uma violação à liberdade de expressão de seus usuários.
Nessa disputa, o app chinês tentou apelar na justiça pelo fim do banimento, mas não obteve sucesso.
No início da segunda administração de Trump, com um novo discurso, o presidente dos EUA suspendeu a aplicação da proibição da rede social por meio de uma ordem executiva. No entanto, Apple e Google relutaram em voltar com o TikTok às lojas de aplicativos até terem certeza de que não estariam violando a lei. Assim, em 14 de fevereiro deste ano, o app voltou à Google Play e à App Store
A rede social da ByteDance havia sido removida das duas lojas em 18 de janeiro, momentos após o próprio TikTok interromper temporariamente o serviço nos EUA em resposta à lei de segurança nacional que entrou em vigor no dia seguinte.
O app voltou ao ar depois que o presidente Trump anunciou que adiaria a aplicação da proibição. Em seu primeiro dia no cargo, assinou uma ordem executiva estendendo o prazo da lei por mais 75 dias, ou seja, até 5 de abril, próximo sábado.