A WideLabs, startup responsável pela plataforma Amazônia IA, lançou três novas APIs, todas voltadas para o aprimoramento das aplicações da tecnologia ao português brasileiro.
Uma das APIs, chamada de Guara, foi desenvolvida para transcrever áudios incluindo a capacidade de compreender sotaques, termos e gírias regionais. De acordo com a empresa, testes de benchmark mostraram desempenho superior a outras plataformas populares.
O segundo modelo lançado, a Harpia, atende atividades como análises gráficas e raciocínio matemático visual. A terceira, Golia, é recomendada para atividades de interpretação em geral (tradução, resumo e análises de sentimentos) em um modelo de integração facilitada a outras plataformas de clientes que queiram incorporá-la em suas soluções.
APIs de IA para brasileiros
Amazônia IA é um modelo de linguagem (LLM, na sigla em inglês) desenvolvido por pesquisadores brasileiros e lançado em julho do ano passado na 5ª Conferência de Ciência e Tecnologia, que ocorreu em Brasília – evento marcado pela divulgação da proposta de Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). Na ocasião, a plataforma foi apresentada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Sócios da WideLabs apresentam Amazônia IA para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (Crédito: divulgação)
A ideia de desenvolver funcionalidades a partir de uma base de dados brasileira, que responda com propriedade questões que envolvam o país, esteve no core do projeto da WideLabs desde o início. O bot do Amazônia IA é gratuito, mas a empresa também trabalha na venda de APIs para empresas.
De acordo com a companhia, os modelos foram treinados a partir de dados públicos de dentro e fora do Brasil, e também bases privadas protegidas por direitos autorais, mas cuja autorização de uso foi obtida pela startup. O processo de elaboração contou com processadores e infraestrutura de alta capacidade fornecidos por uma parceria com NVIDIA e Oracle (saiba mais aqui).
Imagem principal: Ilustração gerada com IA pelo Mobile Time