A startup brasileira de inteligência artificial WideLabs anunciou o lançamento do Amazônia 360, serviço de Plataforma como Serviço (PaaS) de IA soberana do Brasil. Ou seja, toda a tecnologia e sua infraestrutura foram construídas e estão hospedadas no país. A solução é considerada uma das primeiras no Brasil e tem como objetivo atender ao mercado corporativo com foco em segurança de dados e personalização.
A ideia é permitir que organizações tenham controle total sobre suas informações e utilizem modelos de IA ajustáveis às suas necessidades. O novo modelo é uma evolução do modelo conversacional Amazônia IA lançado pela startup no ano passado, sendo treinado com dados e informações de bases públicas do Brasil.
A nova plataforma visa possibilitar a criação de inteligências artificiais personalizadas para curadoria de dados, análise de temas estratégicos e geração de insights a partir do cruzamento de informações. Seu diferencial é a possibilidade de cada empresa desenvolver seu próprio serviço de IA, alinhado à sua necessidade e aos seus objetivos específicos.
Além disso, o modelo busca aumentar a produtividade corporativa, como automatizar tarefas repetitivas de forma a permitir que as equipes foquem em outras áreas, como estratégias de negócio.
O Amazônia 360 também vai contar com outros três modelos de IA lançados anteriormente pela empresa: o Guara, especializado em transcrição e compreensão de áudio em português brasileiro; o Harpia, um modelo multimodal capaz de interpretar texto e imagem simultaneamente; e o Golia, otimizado para velocidade e custo, com aplicações em tradução, resumo de textos e análise de sentimentos.
A plataforma ainda possibilita a definição de permissões específicas por departamento e a criação de políticas de uso personalizadas. Com um sistema de quotas inteligente e um dashboard unificado, os gestores podem acompanhar, em tempo real, o consumo de IA em toda a organização
Amazônia 360: segurança e modelo de negócio
Outro ponto apresentando no novo modelo é a sua segurança, que utiliza uma arquitetura RAG (Retrieval-Augmented Generation) para proteger dados sensíveis, em conformidade com normas como a LGPD e a GDPR. A solução tem suporte nativo em português e está adaptada ao mercado brasileiro, mas também oferece suporte multilíngue.
O Amazônia 360 adota um sistema de consumo no qual as empresas pagam apenas pelo que utilizam, ao invés de assinatura pelo número de usuários cadastrados. Esse modelo é estruturado por meio de créditos pré-adquiridos, que podem ser utilizados conforme a necessidade.
O Amazônia 360 já está disponível globalmente e pode ser contratado pelo site oficial ou pelo Oracle Marketplace.