A Azul terminou 2024 com 55 aeronaves em sua frota com Wi-Fi em voo com conectividade provida pela Viasat, ou seja, o equivalente a 30% de sua frota de 180 aviões no fim daquele ano. A companhia aérea informou a Mobile Time que os modelos com o serviço wireless para passageiros são:

  • 27 unidades do Embraer E2;
  • 26 do Airbus A320neo;
  • 2 do Airbus A321neo.

Atualmente, para acessar o Wi-Fi em voo nas aeronaves da Azul, o cliente deve ter cadastro no Azul Fidelidade.

A aposta das companhias com o Wi-Fi passa por um momento de modernização, como explicou recentemente Leandro Gaunszer, VP Latam e EMEA para fixed broadband e diretor geral Brasil da Viasat. Se, em uma primeira fase, a conectividade sem fio em voo era experimental com baixa qualidade e paga, agora, as companhias começam a oferecer Wi-Fi gratuito e de alta qualidade para reter seus clientes.

Neste formato, as empresas buscam oferecer mais personalização (possibilidade de conectarem suas contas de streaming e até jogos ao serviço de bordo) e serviços de qualidade aos clientes. Ao mesmo tempo, as empresas consideram explorar modelos de negócios baseados em publicidade com o passageiro assistindo a um vídeo ou respondendo uma pesquisa para ter acesso ao Wi-Fi por um determinado período, algo que está em desenvolvimento em algumas empresas do setor.

O executivo afirmou que quem puxou a fila das mudanças no Wi-Fi em voo foi a companhia norte-americana Delta, em um movimento apoiado pelo C-Level e a necessidade de se diferenciar no mercado. Por meio de conexão via satélite, a velocidade de acesso começa a variar entre 80 e 100 Mbps, a depender da ocupação de satélite e horário. Gaunszer reforçou que a ideia é oferecer a capacidade completa de conectividade com o Wi-Fi satelital, da conexão em voo até a publicidade e outros serviços.

No final de 2024, a Viasat possuía em seu portfólio global 3,8 mil aeronaves com conectividade satelital e 1 mil estavam em processo de instalação. Azul e Aeroméxico são as principais na América Latina para a fornecedora de conectividade.

Pesquisa de Wi-Fi em voo

Um estudo da Censuswide encomendado pela Viasat em agosto do ano passado, revelou que a vasta maioria dos usuários brasileiros (90%) acreditam que o Wi-Fi é importante para voos longos, 90% afirmam que deveria ser gratuito para voos com mais de seis horas e mais da metade (62%) afirmam que a melhor maneira de passar o tempo em voo é acessando o Wi-Fi para entretenimento.

Feita com 11,2 mil pessoas no mundo, sendo 865 do Brasil, a análise aponta que mais de um terço (35%) dos brasileiros estão dispostos a pagar por serviços personalizados, assim como quase a metade (43%) tem disposição para compartilhar interesses e preferências de compra.

Outros achados globais do estudo revelam que:

  • 36% entendem que a conectividade deveria ser gratuita ou a baixo custo;
  • 35% querem conexão confiável e sem queda;
  • 33% preferem acessar seus streamings favoritos;
  • 23% querem se conectar com amigos e parentes;
  • 17% gostam de jogar online.

Fórum de Operadoras Inovadoras

O gerente de novos negócios da Viasat, Felipe Merkel, será um dos palestrantes no 8º Fórum de Operadoras Inovadoras. O executivo abordará em uma das sessões especiais o tema ‘O D2D vem aí… mas como? E quando?’.

O evento abordará ainda temas como inteligência artificial em telecomunicações, o avanço do IoT nas redes móveis e o mercado brasileiro de MVNOs com executivos de empresas como IHS, Ericsson, Dell, Inter e representante da Anatel.

Em sua oitava edição, o evento acontecerá nos dias 18 e 19 de março, no WTC, em São Paulo.

A agenda atualizada está disponível em www.operadorasinovadoras.com.br .

Imagem principal de arquivo: Entrega do primeiro avião com Wi-Fi em 2021 (divulgação: Azul)

 

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